Crónicas de um apaixonado...
Vi-te um dia, como se enclausurada num castelo inpenetrável estivesses e coubesse-me a mim o temível fardo de te arrebatar da prisão em que te encontravas. Escalei muralhas e torres, dia e noite, subia furtivamente mas estas pareciam não ter fim. Quando parava, fitava o teu olhar, vago, perdido sem sequer reparar que subia em tua direcção para tentar salvar-te.
Após demasiado tempo nessa escalada quase mortal, havia conseguido finalmente chegar até ti, olhavas-me nos olhos espantada enquanto te dizia tudo o que sentia e desejava para nós dois, surpreendera-te o facto de te ter dito que fazia muito tempo que desejava o teu toque, o teu beijo, o teu olhar. Perdi-me no azul dos teus olhos e pedi-te que me aceitasses como teu e me desses a possibilidade de te fazer feliz ao que respondes-te afirmativamente. O meu sorriso era enorme, quase tão grande como os sentimentos que te tinha, a minha vontade de cumprir com a promessa de te fazer feliz era cada vez mais um objectivo de vida e em um primeiro instante acreditei que também seria teu. Corespondias-me a cada beijo, apertavas-me no teu abraço, deixavas em mim o aroma do teu corpo que desesperadamente me consumia como uma droga da mais forte possivel e imaginária até que, do nada, todo o fogo se transformou em gelo, o teu olhar voltou a ficar distante, a tua pele me foi negada, o teu toque deixou de ser para mim e sem pré-aviso, num simples empurrão, me lançás-te da tua torre para uma queda de metros e metros de altura... Cai num poço do qual, com alguma dificuldade, me vi obrigado a sair, olhei para ti com saudade sem que me retornasses o olhar e fiquei ali...
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