quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Post By: Joka
Monólogo de café - Carta de amor
Acendo o cigarro, levo as mãos ao teclado e olho em redor buscando inspiração, o local é o mesmo de sempre, a mesa como sempre a mesma apenas as pessoas mudam, hoje 4 raparigas e 4 rapazes, ontem bem mais gente, ante-ontem casa meio cheia.. Olho para uma parede cuja equação disposta na mesma me parece terrivelmente familiar e no entanto completamente desconhecida, observo as mesas vazias e imagino-as cheias de rapazes e raparigas a beber para poderem sair na noite no entanto não passa disso mesmo, imaginação, são apenas 19:30 e todos os jovens encontram-se ou a caminho de casa ou em busca de um bom jantar enquanto isso eu permaneço neste local, imovel. As 3 jovens saem restando apenas 3 rapazes e 1 rapariga o que deixa a sala ainda mais nua, lá fora as pessoas vão e voltam fazendo os mesmos precursos de todos os dias comportando-se como robos engolidos pela monotonia da cidade presos no poder magistral dos edificios seculares que formam a magica cidade de Coimbra.
Eu mantenho-me imovel, desejo a noite ardentemente mas para mim a mesma já não tem segredos, não existe nada que procure a não ser uma passagem do tempo mais suave, mais rapida, mais breve. Peço a tudo o que me vem á cabeça para que o tempo voe porque desespero nesta espera longa e injusta a que sou submetido, "não tenho escolha" penso eu com o mesmo olhar enjoado a que já me habituei, o olhar que reservo para mim quando observo as unicas fotos que tenho pensando em ti, pensando em tocar na tua pele, em sentir o teu perfume, em tocar no teu corpo, sentir o teu beijo... Deus que loucuras são estas que passam pela minha cabeça? Como posso estar assim, tão perdido, tão ardente, tão em chama!? Sinto-me estupido, sinto-me assustado, sinto-me louco e ao mesmo tempo sóbrio, talvez de mais, talvez seja a ressaca, talvez seja... não sei o que é, não consigo definir, não sei como me sinto, não sei o que sinto, sinto-me tão confuso, tão perdido, tão... tão... sem palavras bonitas para escrever.... Loool, que tipo de carta de amor é esta? Uma carta em que não sei o que sinto? Em que tenho receios, não por mim mas, por ti... És tu que me fazes sentir assim, tão confuso... tão... bem e mal ao mesmo tempo. O que será de mim? O que será de ti? O que será de nos dois? Eu não tenho as respostas, aliás eu só tenho perguntas, duvidas, questões que corrompem o meu corpo, a minha alma, a minha vida, mas fazem-no de uma forma tão meiga, tão doce, tão bela que no meio de tudo isto acredito ter-me reencontrado. Sinto as palavras a ferver dentro de mim, sinto muita coisa em ebulição mas ao mesmo tempo, sinto-me longe.
O café tem agora apenas 4 pessoas, um casal, eu e a Patricia que se juntou a mim, deixa de existir um monólogo pensado para passar a existir um dialogo a dois onde algumas respostas dela apaziguam o meu coração mas não fazem desaparecer todos os meus receios... Só uma pessoa tem esse poder, só uma pessoa poderá apagar tudo isto de dentro de mim, só uma pessoa pode tudo sem precisar fazer nada ao mesmo tempo.
A noite caiu com popa e circunstância, as luzes fazem agora a cidade brilhar em todo o seu explendor e eu só penso, no meio de tanto brilho, no doce brilho do teu olhar tocando nos meus rudes olhos, e imagino-me com o maior troféu que me poderias dar neste momento, o teu sorriso.
"Se para amar é preciso sorrir, torna-se impossivel sorrir sem saber amar!"
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awwww.... voce é tao adoravel e querido!!! TE ADORO... beijos :-)