Conheci-a atravéz das redes sociais mais tontas que cada vez mais se envolvem nas vidas dos jovens criando e/ou destruindo laços de amizade, carinho, amor... Rápidamente abri as portas da minha vida reconhecendo nela uma amizade que acreditei ser valiosa e foi sem qualquer duvida uma aposta ganha. Fez dos meus os seus problemas, envolveu-me no seu abraço e disse que chorar por vezes faz bem... Por vários tipos de palavras e á sua maneira, fez-me relembrar que existe um motivo para todos nós cairmos e esse motivo é exactamente para aprendermo-nos a levantar, a erguer a cabeça! São poucos os que realmente me conhecem e sem duvida, tu mummy ^^, serás uma dessas pessoas. Essas pessoas sabem bem quem sou, sabem até que ponto estou presente quando precisam de mim, sabem que por estupidez minha talvez, não sei negar nada quando precisam, um abraço, um sorriso, o meu ouvido ou pura e simplesmente a minha presença! Conta com tudo isso, e o mais sentido obrigado =)
Caminhavas pela praia em direcção a um oceano vasto deixando nada mais do que as tuas pegadas leves como a seda que eu usava para te seguir tentando sentir o que restava no ar do teu doce perfume... Eram raras, mas podia jurar que algumas vezes olhavas para tráz com um sorriso que supostamente seria para mim, e seria isso que me fazia seguir essas tuas pegadas, seguia-as com o intuito de te pegar em meus braços e fazer desse teu sorriso meu e só meu, fazer dele uma extensão não de mim, mas de nós dois! Pedi-te que viesses, que estivesses aqui comigo, agora, mas não me ouvias, seguias sempre em frente, cada vez mais depressa até que te vi entrar no mar e as pernas que te permitiam mover desapareceram na espuma branca do mar dando lugar a uma cíntilante barbatana. Estarei a sonhar? Pensava eu, nada disso, havia sido um sonho sim, uma miragem que tinha de retornar ao seu ponto de partida, o imaginário, o intaingivél, o sonho!
Pelo sim, pelo não, continuo no encalço das tuas pegadas!
Escrevi palavras belas, frases repletas de sonhos e desejos de perdição, escrevia com alegria, com amor, com ternura, escrevia para mim, para ti, para nós, mas as folhas começaram a cair das arvores, as nuvens taparam o brilho do sol e as noites tornaram-se longas e geladas como se todo o mundo desfalecesse lentamente...
A tua presença começou a ser cada vez mais uma ficção criada em minha mente na ténue tentativa de compensar a ausência que me impunhas na realidade.
As minhas palavras faltavam-me cada vez mais, os sentimentos que dispunhas por mim foram adormecendo e hoje encontro-me parado no tempo em busca de uma luz que me indique qual o caminho a sair.
Apenas uma coisa é certa, não mais voltas-te a ler o que escrevo para ti!
Que pensar quando se encontra a "Afrodite" deusa da beleza do amor e...
Simples a resposta, não se pensa, age, mas como agir? Não existem acções que aparentem ser correctas, não existe lógica a seguir, não existe motivo que impeça tudo. Porém esse é o verdadeiro motivo, o facto de existir um algo, mesmo que distante, que permanecendo nas sombras age em conformidade com os seus interesses, destruindo tudo em seu redor sem avaliar as cosequências, mesmo que para si essas não sejam válidas, enfim, é impossivel reagir a tais factores, é impossivel acordar para uma vida que faça sentido, ou, talvez, a unica hipótese seja estar presente e aguardar que o futuro se defina e quem sabe, traga o destino desejado...
Desconheço o significado real e concrecto da palavra destino, mas sei quais os meus desejos, objectivos e ficções...
A realidade, por outro lado, é diferente e fica pendente em peças obscuras e escondidas em uma neblina para lá da qual nada nem ninguém consegue enxergar.
"O destino proteje os audazes", continuarei por perto... Veremos juntos o que o futuro nos reserva!
A cidade acordou cedo, batiam ainda as 6 da manhã quando ouvi os primeiros ruidos provenientes das pessoas que circulam pela rua. Levantei-me, não conseguira pregar olho toda a noite como que antecipando a tempestade que surgiria de manhã mas ao abrir a janela vi nada mais do que um cenário calmo onde o sol reina triunfante sobre a cidade de Coimbra que ainda se ergue em uma preguiça quase que monumental, o rio circula calmo, quase que como o trânsito que por norma é infernal, os passaros voam alegremente preenchendo os céus da cidade e liberando as suas músicas fenomenais. Tive de sair, tive de ver com os meus próprios olhos, sentir na minha pele, tive de viver esta manhã louca. Sento-me na esplanada da praça e observo as pessoas que passam, namorados, idosos, pais e filhos... todos eles a caminho das suas vidas, do seu pequeno grande mundinho. Eu aguardo, mas feliz, com a esperança que sempre caracteriza o meu sorriso, prevejo um bom dia....
12 horas, 12 miseráveis horas para o momento pelo qual tanto aguardo, para o momento em que tudo saberei e as cartas serão todas descartadas, 12 minutos que me podem tanto destruir quanto fazer renascer, 12 horas que dependerão de um sim ou de um não, 12 horas que me definirão para sempre em apenas um minuto, 12 malditas horas de espera e sinto-me como se tivesse de esperar uma eternidade! Não sei o que irá acontecer, não sei o que por ai vem, sei apenas excertos, bocados, momentos, coisas que foram e que não foram e não sei mais distinguir a realidade da ficção, sei apenas isto, esta musica não pode perder o sentido, pois com ela, também eu nunca mais serei o mesmo!
Ás vezes um amigo faz-nos tão bem, faz-nos falar sobre o que queremos e o que não queremos, faz-nos abrir os olhos quando necessário, faz-nos muito tendo pouquissimo para dar... Uma simples presença, um simples olá, uma piada, um gesto, um carinho ou um abraço! Tudo isso um amigo dá sem sequer pensar em pedir o que quer que seja de volta...
Aos que estão presentes para mim aqui fica um post muito especial onde reponho todo o carinho, toda a atenção, todo o amor que me tem sido prestado sem reservas. A todos vós amo-vos da forma que são, com as vossas virtudes e defeitos, mesmo até com as vossas birras e locuras que sei que fazem por mim e para mim.....
Alguém disse: "Por vezes, fazer alguém sentir-se especial não é uma obrigação, é sim uma dádiva! Oferecer a alguém um sorriso é a chave para a felicidade."
Vou beber para esquecer um pouco dos meus problemas! Preciso de soluções e não tenho nenhuma ao alcance dos meus braços... por isso, hoje vou limitar-me a apagar! Amanhã estudarei, amanhã verei o k acontece. Hoje não escrevo! Hoje não falo! Relativamente a ti? Bem... Tu sabes...
Acreditei em tempos que todos têm direito á sua linda história de encantar, daquelas histórias em que a princesa observa indefesa no topo de uma torre aguardando pacientemente o momento em que o seu bravo cavaleiro entrará para a levar no seu meigo corcel branco, aquelas mesmo com um belo final feliz replecto de amor e felicidade, até ao dia em que acordei numa manhã e perguntei-me, onde está o meu final feliz? Porque é que a minha história é diferente? Não entendo! O monstro, as batalhas, a longa jornada... Tudo o que é necessário para a minha história está lá mas no fim de tudo, onde se esconde o meu final feliz?
Parei durante horas, dias... Passei noites bem juntinho da minha pessoa especial e continuava pensando no porquê da minha má sorte, adormeci algumas dessas noites com a minha face envolta em lágrimas de revolta contra a triste sorte que teima em existir, embora tentasse não a acordar ou talvez não mostrar fraqueza. Percebi-me que não entendia de todo nada do que se passava ali, que não fazia qualquer ideia do que a estrada a precorrer me traria, percebi que o futuro não está escrito e pode apenas ser descrito á medida que vai ocorrendo, sendo que, assim o final feliz dos belos contos de fadas que ouvira em criança não representavam um FIM da história, na verdade, esse felizes para sempre tinha um outro significado bem mais complexo de entender, na verdade esse fim significaria apenas que apartir daquele momento a história acarreta outros contornos diferentes do enredo principal, apartir daquele momento acaba o conto e começa a vida real e essa felicidade, esse felizes para sempre cabe apenas a nós dois escrever.
Alguém disse: "Destino é apenas uma estrada que tem vários caminhos a precorrer, é repleto de ruas, ruelas e vielas e todas estas devem ser precorridas lentamente para que se possa saborear o verdadeiro sentido da vida. O destino de cada um de nós é escrito por nós próprios, escreve com sabedoria!"
Pensava ter-me perdido na noite, não via nada para lá do capúz que me tapa a face, talvez para que desse a entender algo atravéz de uma aparência furtiva ou pura e simplesmente por motivos desconhecidos. Observo a escuridão que me rodeia sem delimitar qualquer tipo de raciocinio, como se deixasse que o tempo e o espaço passassem por mim enquanto penso em afastar-me de mim mesmo, do meu corpo, do meu estado fisico. Vejo o chão afastar-se de mim como se estivesse a fugir, deixando a leve sensação de que poderei cair em qualquer momento. Vejo a cidade ao longe, o que resta dela pois uma parte encontra-se coberta por nuvens que me impedem de a observar, consigo no entanto ver o meu corpo estendido no chão sem qualquer tipo de reacção. Apercebo-me que do outro lado do rio, bem lá ao longe, uma figura que me é estranhamente familiar, vejo-a gritar, ela corre para atravessar a ponte que une as duas margens e abraça o meu corpo que continua desfalecido no asfalto gelado. Não consigo ouvir os prantos que ela libera, vejo muitas outras pessoas aproximarem-se horrorizadas com o cenário e quando ela encosta a sua face na minha num gesto estranhamente familiar, reconheço-a...
Devo voltar!
Preciso voltar!!
A escuridão desaparece assim que eu, como que em desafio ao destino fatal que se tenta apoderar de mim, me debato para me libertar deste cenário tão maravilhoso como aterrador, ficando eu coberto de uma estranha luz que surge de lado nenhum mas me faz sentir reconfortado, sinto que de alguma maneira me encaminho novamente para o asfalto aproximando-me do corpo que deixara para trás e da bela jovem que me abraça.
Fecho os olhos como que desejando que de alguma maneira o meu corpo e alma se voltem a fundir num só e começo a ouvir a sua voz cada vez mais próxima, sinto o abraço desesperado dessa mesma jovem a envolver-me cada vez mais forte ao mesmo tempo que sinto as lágrimas dela a precorrer a minha face.
Abro os olhos e sem saber porquê pergunto-lhe:
-O que se passou amor?
Ao que ela responde:
-Não me voltes a fazer nada assim!
Lembrei-me de tudo o que esquecera por um breve instante, lembrei-me de quem ela era, de que ela fazia parte de mim e mais que isso, lembrei-me que lhe havia prometido que nunca a abandonaria...
Alguém disse: "A arte de amar não só é a mais bela como a mais poderosa de todas, o amor não consegue esculpir estátuas nem tão pouco pintar quadros mas define a força da alma."
Observo o horizonte criando infinitas espectativas acerca de tudo o que virá e perdendo-me nos meus pensamentos repletos de estupidez e insanidade. Não sei por vezes o que esperar, outras acredito saber o que virá mas acabo sendo surpreendido pelo destino. Não me identifico com mais nada pois não sei em que patamar estou, não me consigo definir nestes tempos incertos, nem tão pouco consigo encontrar-me nas vielas estreitas da cidade. Perco a conta á quantidade abusiva de vezes que abandono o meu leito para precorrer as ruas da cidade observando apenas as luzes com que sou presenteado ao longo da noite e as estrelas que brilham no céu, ao longo desses retiros espirituais penso em tudo mas resultado do meu pensamento é em nada diferente da chuva que de uma nuvem se transforma em mil e uma lágrimas perdidas que caem desamparadas desde o céu até atingir a calçada que piso na noite, á semelhança destas lágrimas um simples pensamento, uma simples ideia também se transforma em mil e um pontos de interrogação que teimam e aumentar a cada momento que tento responder ás questões que eu mesmo ponho. É fantástico como uma palavra proferida pela tua boca pode transformar todo o meu mundo pondo em cheque tudo aquilo em que acredito ou julgo acreditar pois na verdade desconheço até o propósito da minha existência, quanto mais o que circula na tua mente. Gostava de conseguir decifrar-te para poder então decifrar-me a mim mesmo, no entanto as horas passam, os dias avançam e as duvidas teimam em multiplicar-se até ao dia em que pegues na minha mão e me digas o que realmente preciso ouvir. Um gesto carinhoso, uma palavra tua, um olhar... Uma atitude que me diga o que sou na verdade, o que significo. A insegurança é só e apenas um dos infinitos resultados do pecado que é amar!
Alguém disse: "Por vezes um pequeno gesto não significa uma mentira, significa nada mais do que uma verdade que pode até nascer lentamente mas está lá!"
Chamo-te, desespero pela demora, pelos 5 segundos de espera até que chegues a mim e quando chegas peço-te que olhes para o céu, sei que adoras observar as estrelas, que as vês como eu, aguardo enquanto observas fumando o cigarro que segundos depois partilho contigo, encostas-te á parede como que sugerindo inconscientemente que te aqueça no meu abraço, algo que sabes que não consigo resistir e, por baixo daquelas mesmas estrelas que antes observavas, beijo-te uma vez, o tempo para, a minha respiração sustém enquanto sinto o sabor dos teus lábios entrelaçados nos meus, doce sabor que me seduz como a musica seduz as serpentes, olho para ti e perco-me em pensamentos de loucura e felicidade, as palavras que saem dos teus lábios são como hipnose para mim, uma hipnose doce e repleta de parede acompanhada apenas pelo brilho dos pirilampos que ainda voam pelos terrenos que cercam a tua casa e pelo fado que toca ao de leve. É ao longo do fado de Coimbra que me encosto ao teu ouvido e te digo “Amo-te!” com o mesmo sentimento que tem crescido dia após dia no meu coração dando-me cada vez mais força. Não vejo a Lua mas não me preocupo, tenho o brilho do teu olhar para me perder. Sabias que seria um orgulho para mim poder envelhecer a teu lado? Mesmo tu sendo rabugenta, eu gosto, não é?
Estamos juntos, eu e tu, num conjunto de dias que se tornou estranhamente saboroso. Olho para ti e, com uma sandes de panado na mão perguntas-me: Que é que foi?
Ao que respondo com o ar de doido que persisto em permitir que me caracterize: Nada!
Momentos estranhos estes os nossos em que só me apetece agarrar-te e apertar-te num abraço longo, quase infindável dentro do possível mas deixas passar, não esquecendo a relevância desses momentos carinhosos para mim mas por estares carregada de trabalhos e matéria para estudar.
Bah! Exames! Que raiva…
Só me apetece tirar-te de tudo por um dia e ter-te comigo estando a tua atenção focada numa coisa só, em nós dois! Faço os olhos de cachorro abandonado, não reparas, mando-te um beijo, nem notas, valha-me deus mais as mulheres… E pior, as “diarreias mentais” continuam a surgir uma atrás da outra e eu já sem braços a medir para tanta palavra que continua a surgir.
Passeamos hoje nós quatro, foi apenas um pequeno passeio mas serviu para que me perdesse em pensamentos cada vez mais vagos, abstraindo-me muito da conversa que vocês três tinham, não foi minha intenção mas às vezes também roubo alguns minutos para me perder na minha mente, muita vez a sonhar admito, outras apenas a avaliar o que me rodeia. Hoje fiz um pouco de ambas, sonhei sem dúvida alguma com coisas que não te direi, nem tão pouco irei escrever, pois existem coisas que prefiro dar-te a hipótese de descobrir por ti própria, mesmo que não as descubras nunca, exemplo? A necessidade que tenho por vezes de um pouco de atenção tua. E perdi-me na vista meio rural meio urbana que se soltava diante dos meus olhos, precisava disso, precisava de limpar a minha cabeça de muita coisa que me fazia sentir um pouco revoltado, como consequência permaneço calado talvez demasiado tempo mas não sei, aguardo que por ti, sem que te peça, em algum momento te levantes para dar-me o abraço que á tanto espero e pelo qual por vezes desespero.Sabes o que queria? É estúpido, talvez até demais para mim mas, gostava que me pegasses na mão e me levasses lá fora ao lado do limoeiro onde todos os pirilampos se concentram no ar a completar um cenário magistral e pura e simplesmente me abraçasses para me dizer depois que efectivamente gostas de mim. É estranho mas necessito disso! Continuo a aguardar pela frase mágica, olho muita vez para os teus lábios na esperança que mesmo que por engano ela saia disparada. Estupidez de puto mimado? Sim provavelmente será. Ignorância de miúdo sonhador? Certamente será. Motivo de vida de um Homem? Isso é certamente!
Apago o cigarro lentamente pensando no que farei amanhã, estranho pois não costumo deixar-me levar por tais questões mundanas, por vezes penso no que fiz, às vezes no que farei mas nunca me havia deixado levar pela estranha questão que ecoa nos meus sentidos. Que farei daqui a pouco quando o sol brilhar bem alto? Engraçado, porque embora a questão continue a tilintar no meu cérebro como que distorcendo os meus sentidos, não encontro uma resposta definitiva, não encontro sequer uma resposta abstracta e isso tira-me de mim, o facto de sentir que embora seja eu o senhor da minha vida, embora seja eu a definir o percurso a percorrer existe sempre algo que se esconde por trás de uma neblina para a qual não consigo enxergar. É misteriosamente bela a nossa vida, apanhamo-nos, nós simples mortais, presos a questões triviais tais como a existência ou não de um céu e um inferno ou talvez, e é neste ponto que quero focar as minhas palavras, na existência de um destino, de um papiro escondido algures que nos diz o que está ou não está definido para o nosso futuro. Quantas vezes não ouvimos nós, alguém afirmar que algo já estava escrito? Interminável, incontável e por fim incoerente questão… O meu destino escrevo eu, dê por onde der! Afirmava eu sem saber o que dizia, mas hoje sei, hoje digo a plenos pulmões que independentemente de estar escrito ou não o caminho segue em frente numa estrada que pode ou não ser interminável, pois no final do dia a única coisa certa é que os nossos corações batem dentro do nosso peito por algum motivo. Até lá, vou seguir sempre em frente, por essa estrada fora, sem olhar para trás mas guardando cada passo na minha memória, será certamente cada um desses passos que definirá não só quem fui nem tão pouco quem serei mas antes de mais, quem sou!
Alguém disse "Sinto-me impotente perante um mundo k me envolve num manto de nada e mesmo assim me reduz a tão pouco!”
A brisa sopra suavemente, consigo ouvir os ramos das arvores a tocarem-se como que numa dança interminável, o galo canta, já bateram as 5 da madrugada, observo-te deitada, aguardando o abraço que te protegerá durante as restantes horas de sono que nos esperam e penso como que numa epifania momentânea “que sorte tenho eu”. A princípio este pensamento pareceu nada mais do que louco, como muitos outros mas só depois surgiu a clarividência que aguardava, só depois completei o quadro na minha mente, SORTE, arma ou escudo que protege os audazes. Desde a audácia que me levou a dizer-te o quanto te amo até á garra com que me apeguei a isso, desde a força que me tens dado sabendo ou não disso até á alegria que me possui quando observo um sorriso teu… A minha sorte advém de um simples facto, de te ter encontrado, talvez não apenas encontrado mas reencontrado, de me ter cruzado com uma jovem que saía apenas para se divertir e acabou por encontrar alguém que tenta preencher parte do seu coração com algo que acredita ser verdadeiro, eterno. Nada é eterno, não tenho duvidas disso e a minha própria experiência de vida jamais me permitiria dizer tamanha asneira no entanto também sei que nos nossos sonhos tudo pode ser eterno, sei também que não existem histórias perfeitas embora lute todos os dias para que te sintas como que num conto de fadas, sei que existem muitos contras a tudo o que nos rodeia mas lembro-me sempre que existe também e em igual numero muitos prós e ai apercebo-me da sorte que tenho porque no final do dia não são os prós nem os contras, não são as aventuras ou desventuras, no final do dia tudo se resume a nós, às nossas atitudes, aos nossos valores, á nossa personalidade e também ao nosso amor. O Homem nasceu dotado da maior de todas as armas, a mais poderosa e mais mortífera mas também a mais maravilhosa de todas, o livre arbítrio! O vento continua a soprar cada vez mais forte, já se sente o abraço gelado da manhã a percorrer o meu corpo, o canto do Galo cessou lembrando-me que estou apenas a perder tempo pois ainda aguardas o meu abraço.
Alguém disse, “O melhor atributo do homem é o cérebro que possui pois tanto pode ser usado para algo que mereça ser venerado como para algo que mereça ser odiado”