Pegadas...
Caminhavas pela praia em direcção a um oceano vasto deixando nada mais do que as tuas pegadas leves como a seda que eu usava para te seguir tentando sentir o que restava no ar do teu doce perfume...
Eram raras, mas podia jurar que algumas vezes olhavas para tráz com um sorriso que supostamente seria para mim, e seria isso que me fazia seguir essas tuas pegadas, seguia-as com o intuito de te pegar em meus braços e fazer desse teu sorriso meu e só meu, fazer dele uma extensão não de mim, mas de nós dois!
Pedi-te que viesses, que estivesses aqui comigo, agora, mas não me ouvias, seguias sempre em frente, cada vez mais depressa até que te vi entrar no mar e as pernas que te permitiam mover desapareceram na espuma branca do mar dando lugar a uma cíntilante barbatana. Estarei a sonhar? Pensava eu, nada disso, havia sido um sonho sim, uma miragem que tinha de retornar ao seu ponto de partida, o imaginário, o intaingivél, o sonho!
Pelo sim, pelo não, continuo no encalço das tuas pegadas!
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