Chamo-te, desespero pela demora, pelos 5 segundos de espera até que chegues a mim e quando chegas peço-te que olhes para o céu, sei que adoras observar as estrelas, que as vês como eu, aguardo enquanto observas fumando o cigarro que segundos depois partilho contigo, encostas-te á parede como que sugerindo inconscientemente que te aqueça no meu abraço, algo que sabes que não consigo resistir e, por baixo daquelas mesmas estrelas que antes observavas, beijo-te uma vez, o tempo para, a minha respiração sustém enquanto sinto o sabor dos teus lábios entrelaçados nos meus, doce sabor que me seduz como a musica seduz as serpentes, olho para ti e perco-me em pensamentos de loucura e felicidade, as palavras que saem dos teus lábios são como hipnose para mim, uma hipnose doce e repleta de parede acompanhada apenas pelo brilho dos pirilampos que ainda voam pelos terrenos que cercam a tua casa e pelo fado que toca ao de leve. É ao longo do fado de Coimbra que me encosto ao teu ouvido e te digo “Amo-te!” com o mesmo sentimento que tem crescido dia após dia no meu coração dando-me cada vez mais força. Não vejo a Lua mas não me preocupo, tenho o brilho do teu olhar para me perder. Sabias que seria um orgulho para mim poder envelhecer a teu lado? Mesmo tu sendo rabugenta, eu gosto, não é?
Amo-te
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